E quando versa o tempo,
Tempo tão vadio
Que voa pelo espaço
Aproveitando o estio
E vai virando um tempo de esperança.
O verde colorido na lembrança...
-Ah tempos idos ! - Que saudade!
Fomentam-se novas amizades!
Surdo e cego a tudo, um poeta vagueia
E murmura,
Enquanto a mão tateia
E rabisca...
Qualquer coisa!
Passa um pirilampo vagabundo
Num interminável pisca-pisca...
Vadio, como eu jogada nessa rede,
bate as asas e foge pelo mundo...
Quisera fugir contigo vaga –lume!
Vandinha Valle
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