quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

 
Menina chata , chorona,
Lambona,molenga
Arteira, treteira,
Sem graça, sem força,
Sem tino.
Crivada de sonhos,
Cega de mágoas,
Muda de espanto.
Pedinte,  carente, humilhada,
Escorraçada, seviciada...
Sem horizonte, sem serventia...
Pudesse viver...
Pudesse existir...
Pudesse falar...

Vandinha Valle

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DA PALAVRA



 


Etéreo como o raio de luz que se derrama
É a alma do poeta quando chora.
Imperceptível como átomo quando chama
À flor dos lábios seu mundo sem aurora.

O mundo do poeta é como gota d`água,
Milimetrado por extensão  a sua riqueza.
Tendo por largura a força de sua mágoa
E por quilate seu canto sem beleza.

Como ângulo sem graus  é medida
A vida do poeta que só canta
Quando tem para cantar a própria vida.

Por isso o seu cantar é transparente.
Como a linha do horizonte que espanta
O cantar do poeta  encanta a gente.


 Vandinha Valle