quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

DA PALAVRA



 


Etéreo como o raio de luz que se derrama
É a alma do poeta quando chora.
Imperceptível como átomo quando chama
À flor dos lábios seu mundo sem aurora.

O mundo do poeta é como gota d`água,
Milimetrado por extensão  a sua riqueza.
Tendo por largura a força de sua mágoa
E por quilate seu canto sem beleza.

Como ângulo sem graus  é medida
A vida do poeta que só canta
Quando tem para cantar a própria vida.

Por isso o seu cantar é transparente.
Como a linha do horizonte que espanta
O cantar do poeta  encanta a gente.


 Vandinha Valle 






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