O cigarro queimando no cinzeiro.
A água morna correndo no chuveiro...
Nada tem sentido se estamos sós!
E existe solidão acompanhada.
E dói mais quando pela madrugada
Ouvimos a nossa voz vindo do nada.
Solidão mata e é devagarzinho.
Feito arsênico que se põe no vinho
Tomado a goles rápidos
Não se sente o gosto.
Mais tarde só se vê no rosto
Marcas tristes, lábios apertados;
E um tom de dor nos olhos apagados.
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