sábado, 25 de junho de 2011

DENTRO DO ESPELHO

Eu queria poder dizer de mim com calma e harmonia  mas fervo em temperatura ácida. 

À minha volta a escuridão enerva os meus sentidos. Tenho medo do gotejar da torneira e a sombra da geladeira cresce sempre que a luz tremula.

AH! que dor imensa é  essa!!! Estou  no território dos insanos. 

Piso na lava e a febre  me detona.... 

Fico a esperar que o tempo faça–me... 

 Quero  falar ao mundo e ao tempo,  todos os tempos.

           Penso loucamente  que a loucura é um caminho liquido e leve e  gargalho nesse caminho.Só percebo   alívio num possível oásis de flores que beijo calada.

           Entendo, ainda que ninguém entenda, que eu  estou semeando  

Mas sei que os brotos virão um dia, tão  mais tarde, muito mais tarde, quando não haverá  sequer tempo para a colheita.

Ainda assim planto! 

O pranto  pranteia o cosmo com a minha palavra rude, com o meu sentir mudo, com o meu silêncio tão agudo. E...

Sigo cegamente, tateando nessa sombra incerta e permanente, desvencilhando da luz aqui e ali como se houvesse bebido muito vinho.  

 Escrevo aqui  a palavra dos loucos e caio de bruços  no solo  seco,  trincado e vazio. 

Só ali abro bem os olhos para ver e nada vejo pois a essa hora já se  faz luz de cegar olheiro. 

 Perco  o trem da história por causa disso!   

Vandinha valle

Um comentário:

  1. Cada seguidor que se apresenta é um presente que Deus me dá! Obrigada a todos que estão acompanhado o meu humilde trabalho. Continuem lendo, e façam as suas criticas.

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