Eu queria poder dizer de mim com calma e harmonia mas fervo em temperatura ácida.
À minha volta a escuridão enerva os meus sentidos. Tenho medo do gotejar da torneira e a sombra da geladeira cresce sempre que a luz tremula.
AH! que dor imensa é essa!!! Estou no território dos insanos.
Piso na lava e a febre me detona....
Fico a esperar que o tempo faça–me...
Quero falar ao mundo e ao tempo, todos os tempos.
Penso loucamente que a loucura é um caminho liquido e leve e gargalho nesse caminho.Só percebo alívio num possível oásis de flores que beijo calada.
Entendo, ainda que ninguém entenda, que eu estou semeando
Mas sei que os brotos virão um dia, tão mais tarde, muito mais tarde, quando não haverá sequer tempo para a colheita.
Ainda assim planto!
O pranto pranteia o cosmo com a minha palavra rude, com o meu sentir mudo, com o meu silêncio tão agudo. E...
Sigo cegamente, tateando nessa sombra incerta e permanente, desvencilhando da luz aqui e ali como se houvesse bebido muito vinho.
Escrevo aqui a palavra dos loucos e caio de bruços no solo seco, trincado e vazio.
Só ali abro bem os olhos para ver e nada vejo pois a essa hora já se faz luz de cegar olheiro.
Perco o trem da história por causa disso!
Vandinha valle
Cada seguidor que se apresenta é um presente que Deus me dá! Obrigada a todos que estão acompanhado o meu humilde trabalho. Continuem lendo, e façam as suas criticas.
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