sábado, 28 de maio de 2011

REFLEXÃO


Encanto-me com o impossível  quase sempre.
 Sufoco-me de desejo mas o medo absorve o meu interior e então calo-me na solidão e no silencio da minha noite.
Os insetos insistem em brincarem na luz e eu me divirto pensando na morte como encantamento e sedução.
         Nada poderá calar-me mais que a minha própria incompetência e a minha disposição de ficar quieta, enquanto o tempo passa sem piedade e sem governo que o domine. 
Angustio-me com a minha sombra projetada na parede pois ali sou maior que eu mesma.  E luto para encontrar aquilo que não está dentro de mim e que ficou perdido pelos caminhos que percorri. 
 È impossível calar a  minha consciência escondida detrás  do muro, então as sombras resvalam à minha volta como fantasmas endurecidos, permanentes sentinelas de minha inexistência.
Ah só o impossível me emociona e me encanta!
Ah  o sonho... Ah... o sonho!!!!

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