Enquanto caminhava riscava o chão com uma vara de ponta.
Olhava, encantada, o fio que sangrava a terra e às vezes corria sentindo a brisa fria corar-lhe a face.
Colhia flores de todas as cores e ornamentava o colo seguindo um ritual lento: Primeiro as flores amarelas, depois as alaranjadas e por fim as vermelhas. Ficava, assim, a olhar o céu como se o visse pela primeira vez e suspirava estrelas. Lançava-se ao espaço como se tivesse asas e mergulhava num mar imaginário como se tivesse vida. Era assim meio impossível e muito súbita e repetia-se e era trivial, insensata e brilhante. Sonhava todas as noites o mesmo sonho e acordava de humor claro. Súbitas eram todas as suas expectativas e possibilidades e vivia de maneira única e possível, entretanto.
Olhava, encantada, o fio que sangrava a terra e às vezes corria sentindo a brisa fria corar-lhe a face.
Colhia flores de todas as cores e ornamentava o colo seguindo um ritual lento: Primeiro as flores amarelas, depois as alaranjadas e por fim as vermelhas. Ficava, assim, a olhar o céu como se o visse pela primeira vez e suspirava estrelas. Lançava-se ao espaço como se tivesse asas e mergulhava num mar imaginário como se tivesse vida. Era assim meio impossível e muito súbita e repetia-se e era trivial, insensata e brilhante. Sonhava todas as noites o mesmo sonho e acordava de humor claro. Súbitas eram todas as suas expectativas e possibilidades e vivia de maneira única e possível, entretanto.
Vandinha Valle
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