Recebe-se a absolvição de Deus no exato instante
Em que nos entregamos ao amor primeiro!
A Sua mão se torna tão suave
Que é possível senti-la em nossa face
No supremo momento, quase desvalidos,
Em que nos vemos nus e desnutridos.
AH! de tanto amor fica-se ausente,
A alma vaga, febril, o coração ardente!
Nos olhos derramados
Há um misto de dor, amor e agonia.
E agudo se torna o próprio medo!
Deus que é portador de todo esse segredo
Assopra esse pedaço de argila ainda mutilado
E faz desse pecado abrigo para um novo dia.
O perdão alisa essas entranhas!
E no sabor da aurora que desperta
Aquece-se e se enrosca nas cobertas
Esse corpo que, ainda, há pouco era chama.
No renascer do dia há esperança
De se viver entre flores coloridas,
De se gritar ao mundo essa criança
E de nutrir com vida outras vidas.
Vandinha valle
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